
Direção: Garry Marshall
Elenco: Lindsay Lohan, Jane Fonda, Felicity Huffman, Dermot Mulroney
Georgia Rule, EUA, 2007, Comédia, 107 minutos, 14 anos.
Sinopse: Rachel (Lindsay Lohan) é uma adolescente problemática, que vive trazendo problemas para sua mãe, Lilly (Felicity Huffman). Sem saber o que fazer com a filha, Lilly decide apelar para uma decisão extrema: ir para a fazenda de sua mãe, Georgia (Jane Fonda), algo que ela tinha prometido a si mesma jamais fazer. Georgia é uma mulher inflexível, que segue regras rígidas de moral, bons costumes e trabalho duro. Juntas, Georgia, Lilly e Rachel descobrem antigos segredos de família e reatam os laços que foram um dia quebrados.

Todo mundo sabe que a Playarte é uma péssima divulgadora, principalmente nas propagandas de tv. Me lembro até hoje do enganoso comercial de Match Point, onde utilizaram cenas sensuais só para chamar a atenção do público, vendendo a projeção como um filme sobre jogo de sedução e cenas ousadas. Porém, a produtora chegou ao fundo do poço com a divulgação de Ela é a Poderosa. Fazendo mênção a outro filme recente com Jane Fonda (A Sogra), fica a impressão para o público mais descuidado que esse filme é uma continuação do citado. O que não é verdade, já que Ela é a Poderosa não tem absolutamente nada de A Sogra, apenas Jane Fonda. Não deu pra entender essa jogada da produtora. Mas vamos ao filme. Já começo dizendo que é um desperdício. Um desperdício de gente talentosa. Começando pelo elenco: Lindsay Lohan está normal, interpretando a si mesma. Jane Fonda sai ilesa, favorecida por um papel engraçado. Dermot Mulroney continua sendo o eterno coadjuvante que nunca chega a estragar o filme. No entanto, quem mais se prejudicou com esse filme foi Felicity Huffman. Em seu segundo trabalho cinematográfico (o anterior foi o excelente Transamérica, onde merecia ter levado o Oscar), a atriz dá o seu primeiro passo em falso da sua carreira. Culpa dela é que não é, mas do roteiro, que transformou sua personagem em alguém completamente chata, irritante e de pouca importância. Apesar de aparecer bastante, não traz nada de útil pra trama, e nem a atriz consegue salvar o personagem da chatice.
Estranhei bastante a mudança de humor do diretor Garry Marshall ao longo dos anos. O diretor do maravilhoso Uma Linda Mulher, deixou de lado toda a simpatia e charme para utilizar de piadas estranhas, apelativas e clichês. Estranhamente, o maior defeito das piadas não são os citados, mas é que elas não funcionam como deveriam. O humor sexual não é grotesco, engraçado ou pastelão. Às vezes é até sério, e o filme parece esperar que o público ache graça daquilo. Outro fator que atrapalha bastante é de o filme falar sobre sexo na comédia e no drama, o que acaba causando uma confusa sensação: é pra rir ou pra chorar? Se Ela é a Poderosa falha quase que completamente na comédia, até que não faz tão feio no drama. Insistindo em uma história pouco atraente (o padrasto que teria abusado da enteada), o filme só ganha um pouco de boa dramaticidade nas mãos das atrizes, que tiram leite de pedra. Ainda assim, as cenas parecem desconexas, nunca tendo uma seqüência, o que acaba irritando. Pouca coisa acontece na história e só consegue se dar bem nos momentos iniciais. A famosa história de relação mãe-filha é mal aproveitada em um roteiro indeciso, perdido e distante. No final das contas, não é tão ruim como dizem. É sim cheio de defeitos e falhas imperdoáveis, mas se o filme não tivesse todos esses nomes estampados em seu pôster, seria menos decepcionante. Mesmo que não se tenha expectativas com o filme (como eu não tinha), ele acaba desapontando, porque poderia ter ido muito além. Os temas sérios que são tratados de forma errada são os principais defeitos dessa película, que nada mais é que um grande equívoco.
FILME: 5.5


O achei extremamente equívocado, dessa vez, não curti as mudanças bruscas de clima (humor-drama) como normalmente gosto, já que foram conduzidos de forma mediocre por Marshall, que fica travado nas suas intenções de querer contar duas histórias diferentes que simplesmente não entrelaçam. Ao não escolher somente uma, faz uma baita bagunça. Confesso que alguns momentos funcionaram, mas achei o roteiro muito problemático e os personagens iam de interessante e divertidos para irritantes. Sem dúvida, há muita coisa pior por aí, mas eu não o recomendaria.
Nota 5,0
ps: não considero O Segredo de Berlim uma cópia, mas sim, uma bela homenagem à Casablanca e os filmes virtuosos dessa época. Nem se compara ao brilhantismo de Casablanca, mas é um ótimo filme.
Também achei bem fraquinho esse filme. O pior é que pelo elenco pensei que fosse ver algo ao menos digno, mas como você disse, mesmo com tantos nomes famosos, fica a impressão de uma fita de péssima qualidade. nota: 2,0
Nunca vi um roteiro tão atrapalhado e que naum consegue direcionar o rumo de seus personagens.Concordo contigo quando fala do tratamento da personagem da Huffman.Tb acredito q a Playarte vacila legal no lançamento de seus filmes em campanhas de marketing q vendem o peixe para o freguês errado e faz traduções horrorosas do título.Chamar este de Ela é a Poderosa foi o cúmulo.
o filme é legalzinho mas não concordo que a playarte é uma péssima destribuidora pois não é, a flashstar sim é ruim a paris filmes esta melhorando mas a playarte não é ruim e este filme não é uma imitação de a sogra só pq a jane fond faz tambem não quer dizer isso não gostei da sinopse do filme que colocaram aqui no site sinceramente eu trabalho com filmes todos os dias e sei que a playarte não é ruim mas blz cada um tem seu gosto
Não consigo achar todos os disperdícios que você fala no texto. Dizer que Lindsay Lohan fez papel dela mesma foi a coisa mais ridícula que eu já ouvi. Lindsay foi elogiada como seu papel mais emocionante, foi indicada ao premio de melhos atriz de drama no festival de Los Angeles e Beverly Hills…E Felicity Huffman foi ótima em seu papel, transitiu o que tinha que transmitir. O flime é maravilhoso, mistura drama e humor negro, tem um elenco impecável, a história também é maravilhosa! Existem filmes de drama chatos e lentos, esse não! Enfim, um filme pra mim, com pouquíssimos erros.