
Direção: William Friedkin
Elenco: Ashley Judd, Michael Shannon, Lynn Collins, Brian O’Byrne
Bug, EUA, 2007, Suspense, 102 minutos, 14 anos.
Sinopse: Agnes White (Ashley Judd) é uma garçonete solitária, que escapou de seu ex-marido Jerry Gross (Harry Connick Jr.), recém-saído da prisão. Ela vive em um hotel de beira de estrada e é apresentada por R.C. (Lynn Colins), sua colega de trabalho, a Peter Evans (Michael Shannon), um veterano da Guerra do Golfo. Peter é obcecado por insetos e logo se relaciona com Agnes. Porém ela passa a viver um pesadelo claustrofóbico quando diversos insetos começam a invadir sua vida.

Os créditos finais começaram a subir e eu ainda não sabia dizer se eu tinha gostado ou não de Possuídos. Depois daquela cena final, fiquei perturbado e tonto, meio que sem compreender o que tinha acabo de acontecer. Para início de conversa, vamos retirar maiores comentários sobre a terrível tradução (ninguém é possuído por algum espírito demoníaco como parece ao enxergarmos “do mesmo diretor de O Exorcista” no pôster). O novo filme de William Friedkin é complicado de se recomendar, já que não tem um gênero específico. Tem raros tons de suspense, é praticamente todo falado, complicado de se entender e muito subjetivo. Na realidade, é mais sobre a mente humana, obsessão, loucura e solidão. Porém, sem a ênfase dramática necessária para ser considerado um verdadeiro drama. Assim como os protagonistas lotam as suas cabeças com imaginações causadas por diversos fatores, o espectador também sentirá esse efeito em sua mente. A problemática aceitação do público perante ao filme começa por esses tópicos citados. É uma produção “de arte”, que incomoda e deixa os cinéfilos hipnotizados depois do frenético final. O que chega a ser algo admirável e raro; que produções conseguem fazer isso nos dias de hoje? Nenhuma que eu me lembre instantâneamente. A força que move a história é o excelente elenco, que tem uma incrível Ashley Judd (merecendo parabéns por esse grande trabalho depois de bombas como A Marca) e o ótimo Michael Shannon. Claro que o roteiro constrói personagens bem delineados, mas são os atores que dão potência, verossimilhança e sinceridade a cada um deles. Possuídos é um filme singular por conseguir despertar diferentes sensações e conseguir fazer muito com os poucos recursos que tem – fica claro que a produção é “pobre” e a essência está nos atores, na direção e no roteiro. Concluindo, achei um ótimo filme, mas não me arrisco a recomendar para ninguém.
INDICADO AO ARGUMENTO 2007 DE MELHOR ATRIZ.
FILME: 8.0


Tive exatamente a mesma sensação ao acabar o filme: ‘e aí, gostei ou não, mas o que é isso…?”. Acredito que quando isso acontece é porque alguma qualidade o filme tem, pois provoca, instiga, o que poucos conseguem fazer não é mesmo? Acredito que só por isso ele já está um pouco acima da média, e ainda tem a sensacional atuação de Judd. Dei nota 8,0 na minha cotação também.
Achei um soberbo filme, mas só depois de digerir muito o resultado final. Ashley Judd é de longe a melhor coisa do filme, impressionante de verdade, torço por ela no Oscar. O longa me deixou pasmo e fascinado em muitos momentos, Friedkin realiza certas cenas intensas e eficientes, me deixando com calafrios. É uma raridade do cinema, como você diz, difícil de recomendar, mas eu gostei, demais, e se revela uma das mais gratas surpresas do ano.
Nota 8,5 [****]
Sem dúvida um dos 10 melhores filmes do ano, merece destaque não só pelos ótimos aspectos que você citou, mas também por trazer um pouco de originalidade ao gênero – que ultimamente só nos entrega “bombas” como “Jogos Mortais IV”. Sem dúvida um trabalho de forte impressão, merece ser indicado ao Oscar nas categorias de melhor atriz (Judd, soberba) e ator coadjuvante (Michael Shannon) – sei que as chances disso ocorrer são quase nulas. Apesar da produção “pobre”, deve também entrar na minha lista de melhor fotografia e montagem.
Abraço!
Estou com muita vontade de assistir “Possuídos”, mas ainda não consegui ir na locadora alugá-lo.
Judd (inacreditável) e Shannon (impressionante) são meus favoritos a atriz e coadjuvante do ano !!!!
Um dos piores filmes que já assisti. Foram os 102 minutos mais inuteis da minha vida… Não recomendo.
Olá Matheus. Sem dúvida, Possuídos é aquele tipo de filme que você ama ou odeia em igual medida. É de arte, embora tenha sido vendido pela distribuidora como filme de horror. Na verdade, em sua origem ( uma peça de teatro) é um suspense psicológico dos bons, que envolve o espectador aos poucos.
Como já foi dito, o maior atrativo do filme, é a direção inspirada de Willian Friedkin. Através de efeitos de som, luz, cenografia e de um notável trabalho de direção, o experiente diretor lentamente constrói lentamente uma atmosfera opressiva e claustrofóbica em torno dos personagens, elemento essencial para que o espectador embarque na proposta do filme.
Outro destaque, é a atuação dos atores principais. Ashley Judd e Michael Shannon em terminados momentos, literalmente carregam Possuídos nas costas. A química entre os dois é perfeita e contribui e muito para o impacto que o filme provoca em seu inesperado desfecho.
Possuídos não é para todos os gostos, mas não deve ser ignorado. Poucas vezes, o cinema americano produziu filmes que tratassem de um dos maiores males de sua sociedade, a paranóia com inteligência e sensibilidade. Este sem dúvida, é um deles.
nota: 8,5.
Não recomendo. O final é péssimo, agente fica esperando algo pra compensar o filme horrível. Mas digo que a atuação da Asheley Judd é excelente. Já o seu parceiro de cena não me atrevo a dizer que é bom – não chega nem à unha encravada da Asheley Judd. No início ele parece um robô – me lembrou muito a atuação do inesquecível “cigano Ígor”. O que salva no filme é só a atriz. O cenário é terrível, o final é de dar raiva, o texto é igualmente ruim, enfim não dá pra recomendar.
caramba este filme é bom só pra lembrar pessoas são possuidas sim por espiritos malignos quem faz as sinopses deste site responde por si propio legal o filme e psicologico e comentarios fica por nossa conta
Entendo como uma mensagem indireta contra as drogas. No caso da personagem, é fato que a esquizofrenia pode ser gerada pelo uso contínuo de psicotrópicos, isso é muito mais comum como conseqüencia àquele que faz uso de drogas do que imaginamos. Sou uma prova viva que isso ocorre. fui usuário de cannabis e tive que ser submetido ao tratamento com haldol e, posteriormente, risperidona. O diagnóstico foi esquizofrenia. Tive sensações extremas de perseguição e teorias mirabolantes, as quais eu acreditava piamente. Repito, o não tratamento realmente poderá resultar em loucura ou tragédia. Há um mês atrás me deparei com um amigo na mesma situação, com os mesmos sintomas que eu gerava, a diferença é a causa, ele fazia uso de LSD (o popular “doce” consumido em raves).
Isso é um recado, talvez um alerta.
Uma droga de filme.
gostei muito
Eu achei que poderia ter uma ligação entre todos os fatos no final, tipo, como se a loucura fosse realmente a verdade, e o cara ex- guerrilheiro láh estivesse realmente certo, mais quando ví o final completamente previzível, eu fikei instigado por ser assim, e acabou que o previzível pra mim ficol muito inesperado.
gostei do filme.