
Direção: Daniel Filho
Elenco: Débora Falabella, Glória Pires, Reynaldo Gianecchini, Fábio Assunção, Simone Spoladore, Guilherme Fontes, Zezeh Barbosa
Brasil, 2007, Drama, 103 minutos, 16 anos.
Sinopse:São Paulo, 1958. Luísa (Débora Falabella) é uma jovem romântica e sonhadora que é casada com Jorge (Reynaldo Gianecchini), um engenheiro que está envolvido na construção de Brasília. Um dia Luísa reencontra Basílio (Fábio Assunção), seu primo e também sua paixão de juventude. Quando Jorge é chamado a trabalho para Brasília, Luísa fica em casa apenas com a companhia das empregadas Juliana (Glória Pires) e Joana (Zezeh Barbosa). Basílio passa a visitá-la frequentemente, conquistando-a com as histórias de suas viagens. Logo as saídas de ambos viram fofoca na vizinhança. Até que Juliana encontra as cartas de amor trocadas entre os primos e, de posse delas, passa a chantagear Luísa para conseguir uma generosa aposentadoria.

Já fui para a sessão de Primo Basílio com desconfiança. O filme é de Daniel Filho (que para mim, é um medíocre diretor), baseado em um livro de Eça de Queiróz (escritor de livros tediosos e sem graça) e foi bombardeado por críticas negativas. Enfim, minha expectativa se confirmou: o filme é uma porcaria. Na realidade, parece mais um especial de fim de ano da Globo - com ambientação primária, todo tipo de caricatura por parte da protagonista, trilha sonora brega e elenco pouco convincente. A única que consegue apresentar um desempenho aceitavelmente bom é Glória Pires, como a grande chantagista da história. Se o roteiro tivesse mais consistência e não trabalhasse a personagem de Glória como alvo de risadas do público, ela teria maior presença. Débora Falabella até que se esforça, com sua usual competência, mas seu personagem não recebe a dimensão dramática necessária, além de se mostrar histérica em diversos momentos. Nem Reynaldo Gianecchini ou Fábio Assunção cumprem bem o papel de sedutores, porque a paixão da protagonista por eles nunca mostra uma razão evidente. A fotografia escura e o desempenho irregular do elenco só atrapalham o roteiro problemático, que passou por duas adaptações: primeiro a obra literária foi “resumida” por Daniel Filho e depois esse resumo foi adaptado para as telas de cinema por Euclydes Marinho. Várias coisas se perderam nessas adaptações e a frieza tomou conta de cada diálogo. Cafona, com músicas horríveis (que estragam as cenas sensuais) e feito de forma descuidada (afinal, Daniel Filho está virando uma Xuxa da vida – tem que fazer um filme por ano), Primo Basílio é o novelão mexicano em seu maior expoente; por culpa da produção, é claro. Se você é daquele tipo de brasileiro que adora esses filmes que vivem sendo comercializados na mídia brasileira (como é o caso desse), você vai até gostar. O problema é deixar a criticidade junto com a TV em casa…
FILME: 5.0


“Primo Basílio” é, sem dúvidas, um dos piores filmes do ano. Atuações péssimas da exagerada Debora Falabella, do inexpressivo Gianecchini e do apático Fabio Assunção. A única coisa que se salva no filme é a Gloria Pires, perfeita como a vilã.
Bom final de semana!
To com medo desse filme, muito mesmo. E sua crítica não ajudou…vou demorar muito para vê-lo…agradeço pelo aviso. Me soa tão novelesco…mesmo antes de vê-lo.
Ciao!
Não vou negar que estou louco para ver “Primo Basílio”, que, apesar dos blogueiros descerem a lenha, recebeu bons elogios tanto dos brasileiros tanto dos portugueses. Engraçado é a comparação de Daniel Filho com a rainha dos baixinhos, o que é pura verdade.
Pelas críticas negativas (incluindo essa sua), acho que nem em DVD eu verei “O Primo Basílio”…
Abraço!
O filme é mesmo um pastelão. A atuação de Débora Falabella (atriz geralmente com bons recursos dramaticais) se perdeu em meio a uma pobre trilha sonora e pela pobreza do filme em geral. Digo mais, é um filme para ser esquecido. Glória Pires se explicou tanto com relação à feirura de sua personagem e não notei tanto mudança assim no seu visual… Não é nada memorável e nada que valha a pena assistir.
nunca vi esse filme e estou morrendo de vontade de ver …
nunca vie o filme mas já lie o livro se o livro é bom imagine o filme…
Bem, se não gostou de Eça de Querós, com certeza deve tê-lo lido mas não entendeu….