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Melhor Atriz Coadjuvante

- Imelda Staunton, em Harry Potter e a Ordem da Fênix -

Na pele de Dolores Jane Umbridge, a sádica professora de defesa contra as artes das trevas, Imelda Staunton roubou completamente a cena e arrasou em uma perfeita caracterização da odiada personagem criada por J.K Rowling em Harry Potter e a Ordem da Fênix. De longe, ela é a maior e melhor figura do mal já representada na série, até mais que Voldemort e Snape. Também é a grande interpretação de Harry Potter, pois nunca nenhum outro ator conseguiu chegar perto de tal brilhantismo. Talvez muitos achem que eu estou superestimando a interpretação da atriz, mas levem em consideração que tenho uma admiração cega por ela, uma vez que a atriz conseguiu me conquistar em todos os seus trabalhos que já tive a oportunidade de conferir. Ao mesmo tempo em que consegue despertar ódio no espectador, Imelda causa ótimas risadas, tornando-se um dos mais interessantes personagens já inseridos na trama cinematográfica de Harry Potter. Como eu havia previsto, não vai ser lembrada para o Oscar de coadjuvante; o que é uma pena, já que merecia concorrer.

 

OUTRAS INDICADAS: 

 

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Cate Blanchett, em Notas Sobre Um Escândalo. Assim que assisti o filme de Richard Eyre, achei o papel de Cate Blanchett fácil demais. É um dos poucos papéis que a atriz está completamente livre de maquiagens e sotaques, sendo puramente “Cate Blanchett”. Mas ainda bem que ela não se restringiu a uma interpretação simples e convencional: deu alma à ingênua Sheba Hart e, apesar de seu desempenho ser inferior ao da sua companheira de tela, não ficou atrás em nenhum momento na qualidade de sua interpretação. Destacando-se em diversos momentos (especialmente no brilhante “duelo” final com Judi Dench), Notas trouxe para Blanchett uma de suas melhores interpretações.

  

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Rinko Kikuchi, em Babel. Já não é de hoje que papéis de mudas me conquistam. Se Holly Hunter me impressionou com O Piano, Rinko Kikuchi também chamou minha atenção em Babel. Totalmente submersa no papel de uma garota muito problemática, complexa, carente e com problemas de afeto, Kikuchi mostrou grande competência, arrasando com sua ótima interpretação merecedora de Oscar. De todos os atores do elenco, ela é a que mais se destaca. Caso resolva investir na carreira, deve obert grande êxito, devido ao seu enorme potencial. Espero que continue atuando, pois talento e capacidade não lhe faltam. Só não sai vencedora em minha lista porque tenho muito afeto por Imelda Staunton. 

 

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Meryl Streep, em Leões e Cordeiros. Muitas pessoas já andam dizendo que indicar Meryl Streep já é algo clichê, que ela já se tornou uma hors concours e que não necessita mais da atenção das premiações. Discordo totalmente. Ficar ambivalente aos seus brilhantes trabalhos é uma heresia. Ela não está brilhante em Leões e Cordeiros, mas é a melhor interpretação do filme de Redford. A cena em que ela questiona seus princípios de jornalista ao chegar na redação onde trabalha já justifica essa sua indicação. O destaque para o ótimo desempenho da atriz foi completamente afetado pelo fracasso do filme. Mas como eu sempre digo: uma boa atuação sempre supera um fracasso. 

 

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Jennifer Hudson, em Dreamgirls – Em Busca de Um Sonho. Fiquei irritado quando Hudson venceu o Oscar de coadjuvante esse ano. Não que ele não seja merecido, afinal ela é o grande destaque do filme, mas o impacto sua performance ficou totalmente escondido através de sua poderosa e impactante voz. Ela é mais cantora do que atriz. No entanto, não desmereço seu grande trabalho, que conseguiu me cativar, especialmente na arrepiante cena em que a atriz canta “And I Am Telling You I’m Not Going”. Deixando todo o resto do elenco comer poeira (literalmente!), Jennifer Hudson foi a grande surpresa do filme, e com todos os méritos.

 

Outros destaques de 2007: Adriana Barraza (Babel), Emma Thomspon (Mais Estranho Que a Ficção), Joan Allen (O Ultimato Bourne), Julie Walters (Lições de Vida), Margo Martindale (Paris, Te Amo), Michele Pfeiffer (Hairspray – Em Busca da Fama), Nicole Kidman (A Bússola de Ouro, Sharon Stone (Bobby), Sandra Bullock (Confidencial) Susan Sarandon (No Vale das Sombras), Tilda Swinton (Conduta de Risco).

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Melhor Ator Coadjuvante

- Djimon Hounsou, em Diamante de Sangue -

Ele tem a mesma importância e destaque que Leonardo DiCaprio na história, mas aos poucos começa a se tornar coadjuvante na história, acabando apenas como o personagem que deu origem a tudo. De princípio eu não poderia esperar muito de sua atuação, já que esse tipo de filme nunca dá muitas chances para uma grande interpretação, mas como Hounsou já havia demonstrado talento no tocante Terra de Sonhos, acabei criando certa curiosidade por seu desempenho. E confesso que acabei me surpreendendo com toda a intensidade que ele apresentou como o pai desesperado que quer recuperar sua família que foi seqüestrada. O ator acabou superando a presença de DiCaprio e sua indicação ao Oscar de coadjuavante só vai contar pontos para um futuro Oscar que com certeza um dia chegará. O filme de Edward Zwick não é tão brilhante, mas desenvolveu muito bem os atores, que acabam sendo um dos grandes atrativos da projeção que foi subestimada e muito criticada na época de seu lançamento.

 

OUTROS INDICADOS: 

 

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Jackie Earle Haley, em Pecados Íntimos. De todos os personagens desse ano, o pedófilo de Pecados Íntimos é, sem dúvida, o mais difícil. O personagem exige uma certa generosidade do espectador, que dificilmente vai conseguir entendê-lo e aceitá-lo. Sabendo dessas barreiras com o público, o competente Jackie Earle Haley utilizou um desempenho contido nos momentos certos e explosivo nos mais impactantes. Disputando o “palco” com a soberba Kate Winslet e com o surpreendente Patrick Wilson, Jackie não ficou atrás, muito pelo contrário – mostrou incrível potencial e talento. Não é um estilo de atuação que particularmente me agrada, mas não posso deixar de reconhecer tal excelência.

 

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Freddy Rodriguez, em Bobby. A maioria da crítica e do público deu maior destaque para os desempenhos de Sharon Stone e Demi Moore no longa de Emilio Estevez. Mas eu acho que a melhor interpretação do fabuloso elenco fica por conta do ótimo Freddy Rodriguez, ótimo como o cozinheiro inconformado que não poderá assistir ao seu jogo de futebol americano. Atuando com muita naturalidade, o desempenho de Rodriguez fica longe de qualquer caricatura e exagero. Seu personagem pode até não ser interessante dramaticamente, mas o ator conseguiu criar uma empatia muito grande para que ele caia nas graças do público. Sua atuação chamou a atenção de Robert Rodriguez, que o convocou para protagonizar Planeta Terror, primeiro segmento de Grindhouse.

 

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John Travolta, em Hairspray – Em Busca da Fama. É muito errado da parte de quem diz que a interpretação de John Travolta só ganha contornos cômicos por causa da maquiagem, que o tornou bizarro. Os trejeitos e o tom de voz que o ator criou o transformaram em um personagem curioso e pra lá de divertido, o que mais chama a atenção no delicioso musical. Sua participação é grande e é uma das principais apostas do filme para conseguir indicação ao Oscar. Caso obtenha uma nomeação, será merecido, pois fazia bastante tempo que Travolta não entregava um desempenho tão excelente como esse. Emergindo de grandes tragédias, ele conquistou como Edna Turnblad.

  

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David Strathairn, em O Ultimato Bourne. Nos episódios anteriores, a ótima Joan Allen dominava completamente o setor coadjuvante da série. Com a aquisição de David Strathairn, ela acabou ficando um pouco pra trás. Strathairn já havia provado grande competência como o protagonista de Boa Noite e Boa Sorte, e em O Ultimato Bourne continua provando ser um ator muito talentoso. Totalmente à vontade e simplesmente brilhante em suas cenas (especialmente nas que contracena com Joan Allen) ele deu um show e tornou a série mais brilhante no setor dos atores. Ele é um dos principais acertos do melhor capítulo da saga de Bourne, com todos os méritos possíveis.

 

Outros destaques de 2007: Alfred Molina (O Vogarista do Ano), André Ramiro (Tropa de Elite), Brad Pitt (Babel), Dustin Hoffman (Mais Estranho Que a Ficção) e Michael Sheen (A Rainha).

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Melhor Roteiro Adaptado

- Notas Sobre Um Escândalo -

Por Patrick Marber, baseado no livro “Anotações Sobre Um Escândalo”, de Zöe Heller.

Desde Closer – Perto Demais, o roteirista Patrick Marber havia chamado minha atenção com seus diálogos ácidos e realistas. Em Notas Sobre Um Escândalo, trabalho que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de roteiro ano passado, ele trabalha solidão e obsessão de uma forma direta e objetiva, que mantem uma certa tensão na trama durante todo o filme. Seu roteiro encabeçou a minha lista porque conseguiu transformar um material morno e pouco surpreendente em uma projeção muito bem atuada e conduzinda, que também é uma das melhores do ano. Enquanto Barbara Covett (Judi Dench, maravilhosa) recebeu um diferente foco, a coadjuvante Sheba Hart (Cate Blanchett, ótima) recebeu maiores dimensões para um melhor andamento da trama. Por mais que a história não seja explosiva como o título sugere e muito menos original, conseguiu me surpreender por ser interessante e ágil na medida exata, sem qualquer tipo de enrolação que são típicas em histórias como essa.

 

OUTROS INDICADOS:

 

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Pecados Íntimos. Por Todd Field & Tom Perrotta, baseado no livro “Criancinhas”, de Tom Perrotta. Esse é o roteiro mais fiel em termos de adaptação desse ano. Só não leva meu prêmio porque prefiro o estilo de Notas Sobre Um Escândalo. Todd Field e Tom Perrotta deram um tratamento intenso e subjetivo para essa complicada e difícil história de traição, erros e arrependimentos, que se passa nas casas de uma cidade americana. É um roteiro para poucos, principalmente porque exige do espectador certa atenção e paciência para entender a complexa história que é cheia de entrelinhas e mensagens subliminares. De qualquer forma, é uma adaptação brilhante, cheia de grandes momentos dramáticos.

 

harrypotter.jpgHarry Potter e a Ordem da Fênix. Por Michael Goldenberg, baseado em livro de mesmo nome, de J.K Rowling. A maioria dos leitores da série do menino-bruxo devem concordar comigo quando digo que o livro A Ordem da Fênix é cheio de defeitos e coisas desnecessárias. Por causa disso, eu não tinha muitas expectativas com o longa, mas o roteirisa Michael Goldenberg conseguiu eliminar os excessos da obra de J.K Rowling e absorver todo o clima político e sombrio para o longa metragem. O roteiro tem seus momentos fracos e em diversas partes é confuso e um pouco monótono, mas é cheio de momentos inovadores e deslumbrantes. No final das contas, o filme acabou ficando muito superior ao livro.

 

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O Ultimato Bourne. Por Tony Gilroy, Scott Burns e George Nolfi, baseado em livro de mesmo nome, de Robert Ludlum. Normalmente, quando se fala em O Ultimato Burne, os créditos vão sempre para o diretor Paul Greengrass. Mas devemos levar em consideração que o roteiro é um fator essencial para esse brilhante filme de ação. Muito bem arquitetado, conseguiu superar o volume anterior (que já não acho brilhante) e ainda entregou uma das melhores histórias de aventura dos últimos anos no cinema.  Todas as perguntas relacionadas ao personagem protagonistas são respondidas claramente, e os roteiristas não se preocuparam em inovar, mas sim em serem extremamente satisfatórios.

  

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O Despertar de Uma Paixão. Por Ron Nyswaner, baseado em “O Véu Pintado”, de W. Somerset Maugham. Pena que o título brasileiro seja enganador, já que O Despertar de Uma Paixão não é a história de um casal feliz e apaixonado que vive um grande amor, mas sobre a redenção pessoal de dois seres humanos que com o tempo perderam a capacidade de se identificar e amar um ao outro. Fazia bastante tempo que eu não via uma história desse gênero tão bem contada e envolvente, que consegue emocionar sem ser piegas ou clichê. O roteiro dá uma grande dimensão aos personagens, que aos poucos vão conseguindo a simpatia do espectador e no final das contas acabamos torcendo por eles.

No Vale das Sombras

Direção: Paul Haggis

Elenco: Tommy Lee Jones, Charlize Theron, Susan Sarandon, James Franco

In The Valley Of Elah, EUA, 2007, Drama, 117 minutos, 14 anos.

Sinopse:No 1º fim de semana após retornar do Iraque, Mike Deerfield (Jonathan Tucker) desaparece. Ele passa a ser considerado como foragido do exército, com seus pais, Hank (Tommy Lee Jones) e Joan (Susan Sarandon), sendo informados. Ao saber do caso Hank, que é um ex-policial militar, decide partir em busca do filho. Ele recebe a ajuda da detetive Emily Sanders (Charlize Theron), que trabalha na jurisdição onde Mike foi visto pela última vez. À medida que as investigações avançam o que era um caso de desaparecimento torna-se uma suspeita de assassinato, o que faz com que Emily tenha que enfrentar o alto escalão militar.

De acordo com o Alcorão, era no vale de “Elah” que o gigante Golias ia sempre procurar alguém para um combate. Todos tinham medo e nunca tomaram coragem para enfrentá-lo. Até que surgiu a figura de Davi, um garoto que pegou cinco pedrinhas, desafiou o gigante e o derrotou, surpreendendo a todos. É nessa metáfora religiosa que Paul Haggis centraliza a principal proposta de seu primeiro filme pós-Oscar: encarar a verdade é muito mais difícil do que encontrá-la. Ao contrário do que possa parecer, Haggis não aposta em uma discussão política ou ideológica sobre a atual guerra do Iraque como o recente Leões e Cordeiros (aliás, fica muito longe disso), mas em como uma investigação que busca o paradeiro de um jovem soldado pode afetar as pessoas envolvidas nessa jornada; sejam os profissionais ou os parentes.

Depois de ter obtido grande êxito com a vitória no Oscar, onde levou o prêmio de Filme e Roteiro Original, o talentoso diretor resolveu falar de uma história não muito complicada ou complexa, onde até mesmo o desfecho é completamente claro. Existem aqueles cinéfilos que preferem esse estilo do diretor mas, de certa forma, prefiro o Paul Haggis que monta “quebra-cabeças” com a sociedade americana (Crash – No Limite). É um absurdo dizer que o roteiro de No Vale das Sombras é ruim, apenas achei linear e correto demais para o meu gosto, sem ousadia. Com certeza é apenas mais um filme de investigação, onde um pai desesperado e uma detetive confabulam o tempo inteiro para descobrir o provável culpado da morte do jovem que escapou dos campos de batalha. Mas é tudo muito calmo e sem impacto, onde a química entre os atores parece não fluir. A dramaticidade podia estar mais presente, mais contundente. A produção parece que ficou com medo de exagerar no sensacionalismo e abandonou um pouco na emoção. Em certos momentos, isso foi um acerto.

Falando em elenco, é nele que se concentra a maior força do filme. O protagonista Tommy Lee Jones anda bem esquecido nas premiações ultimamente por seu desempenho, e acabou sendo lembrado por seu papel de coadjuvante em Onde Os Fracos Não Tem Vez. Minha primeira impressão do ator (cujo papel inicialmente seria feito por Clint Eastwood) era que ele estava “automático” demais, demonstrando pouca emoção e convicção em seu personagem, mas as poucos foi evoluindo dramaticamente e demonstrando humanidade. Fica entre os melhores atores do ano, sem dúvida, ainda que não entre em minha lista de favoritos. A sua principal companheira de tela, Charlize Theron, está de cabelos negros e com aparição muito competente. Depois de ser acusada de não ser merecedora de sua segunda indicação ao Oscar (pelo bom Terra Fria), a atriz não tem presença marcante, mas conseguiu ficar na média, não tendo motivos para ser criticada. Como Susan Sarandon é minha atriz favorita, fiquei bastante ansioso por sua atuação que, para mim, poderia ser seu renascimento no mundo do cinema após fracassos como Tudo Acontece em Elizabethtown e o “home movie” Identidade Roubada. Sarandon, tem apenas quatro cenas no filme e passa o tempo inteiro falando ao telefone, mas duas de suas participações são marcantes e emocionantes, onde realizou um trabalho excepcional.

Sendo pouco instigante, mas suficientemente interessante para manter o espectador atento, No Vale das Sombras ainda conta com uma excelente trilha sonora de Mark Isham (que havia realizado outro bom trabalho na parceria com Haggis em Crash), utilizada nos momentos certos sem ser piegas ou forçada; uma trilha devidamente aproveitada. Meu maior medo era que a história caísse no patriotismo barato e clichê, levantando a bandeira americana. Literalmente isso acontece apenas na cena final (pavorosamente clichê, até com uma musiquinha triste e “vamos ser indicados ao Oscar” pra acompanhar), onde o roteiro tenta deixar questões para o espectador pensar e não consegue, coisa que Leões e Cordeiros fez melhor. No entanto, fiquei bem satisfeito de o filme não ser americanizado ou forçado, o que acaba sendo definitivamente um aspecto positivo da história. No Vale das Sombras é uma produção bem legal, mas que poderia ter feito mais com a equipe que tem. Infelizmente não deve nem ser lembrado pelo Oscar, mas minha torcida para Tommy Lee Jones. Quem sabe, até mesmo, uma “zebra” chamada Susan Sarandon possa surgir. Levando-se em conta que Judi Dench e Kim Basinger foram premiadas por papéis de pouquíssimos minutos, ao menos uma indicação seria coerente. O filme não vai mudar a opinião dos cinéfilos que detestam Paul Haggis e também não vai perder adoradores do diretor. 

FILME: 7.5

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Melhor Roteiro Original

Ratatouille, por Brad Bird.

Nunca pensei que um desenho animado venceria essa importante categoria na minha “premiação”. Nada mais do que merecido, pois não existe recompensa mais original do que Ratatouille nesse ano. Incrivelmente adorável, único e divertido, conseguiu criar um enorme charme com sua história e acabou me conquistando completamente. Eu não esperava muita coisa dessa nova animação de Brad Bird, porque o diretor havia me decepcionado profundamente com seu trabalho anterior: Os Incríveis, mas a história do sonhador ratinho Remy caiu no meu gosto. Reconstituindo a cidade de Paris de forma encantadora, ainda tem personagens muito humanos e divertidos (em especial o crítico negativo chamado Anton Ego, dublado brilhantemente por Peter O’Toole). A trilha é de Michael Giacchino e ainda traz uma simpática canção: Le Festin, interpretada por Camille. Quanto mais falo de Ratatouille mais me dá vontade de revê-lo, de admirar seus brilhantismos. Faz muito tempo que um desenho me causou algo parecido. Independente disso, no final das contas, é sem dúvida o melhor roteiro original desse ano.

 

OUTROS INDICADOS:

 

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A Rainha, por Peter Morgan. Falar de uma complicada semana política que afetou profundamente a monarquia inglesa, sem despertar discussões políticas e ideológicas, não é tarefa das mais fáceis para um roteirista. Ainda bem que o ótimo Peter Morgan conseguiu criar um roteiro na medida para o filme de Stephen Frears – trabalhando questões políticas deixando que o espectador tire suas próprias conclusões, mostrando os bastidores da realeza e acima de tudo a humaninade por trás de uma mulher soberana. Ainda que não seja genial ou empolgante, o roteiro é muito bem arquitetado e instigante, com uma interessante narrativa documental que só melhora a cada minuto que passa. 

 

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Babel, por Guillermo Arriaga. Assim que o filme fracassou no Oscar, o diretor Alejandro González-Iñárritu desfez a parceria com o roteirista Guillermo Arriaga, que havia roteirizado os filmes anteriores do diretor (Amores Brutos e 21 Gramas). Não entendi o porquê dessa atitude, uma vez que o roteiro de Babel é ótimo. Por mais que lembre muito outros filmes e sua estrutura não chegue a ser muito original, consegue trabalhar suas tramas paralelas sem problemas, nunca deixando nada tedioso ou confuso. Em diversos momentos é instigante e faz pensar, tornando o filme um entretenimento cabeça. Confesso que não sou fã do filme, mas o roteiro merece destaque nos melhores do ano.

 

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O Último Rei da Escócia, por Peter Morgan. Acho que somente eu adorei muito esse filme. Fiquei completamente envolvido pela temática política que se mistura com tensão e nervosismo de forma única. O roteiro quase não tem problemas é muito bem conduzido pelo brilhante Peter Morgan, que acabou sendo mais reconhido por seu trabalho em A Rainha e foi preterido por esse, que é igualmente bom. Utilizando um pouco de cada coisa (o talento dos atores, os conflitos ideológicos, o drama, o suspense), Morgan acabou formulando um dos melhores roteiros do ano. As duas horas de projeção passam ligeirinho e o resultado é ótimo. Heresia de quem diz que o filme é totalmente de Forest Whitaker.

 

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Mais Estranho Que a Ficção, por Zach Helm. Esse roteiro é uma das mais gratas surpresas do ano, e Zach Helm foi considerado até mesmo o novo “Charlie Kaufman”. Não é para tanto, mas devo admitir que fui entretido durante cada minuto por esse roteiro que conseguiu trazer ao exagerado Will Ferrel a melhor interpretação de toda a sua fraca carreira. Com várias partes geniais, outras divertidas e algumas até mesmo dramáticas, o maior êxito de Mais Estranho Que a Ficção é a genial história criada por Helm. Só não gosto do final, que não coincide com todo o ótimo trabalho do roteiro. Não que seja ruim, mas poderia ser mais original e menos previsível. Mas mesmo assim não decepciona.

Melhores de 2007 – Elenco

Melhor Elenco

- Bobby -

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Bobby. Se os atores do filme de Emilio Estevez têm tempo limitado em cena para poderem brilhar, ao menos eles conseguem deixar uma enorme impressão pelo o conjuto, e não individualmente. A variedade de atores é imensa – desde “musas” (Sharon Stone e Demi Moore) e veteranos (Anthony Hopkins) até talentos promissores (Freddy Rodriguez). São eles que formam a base de filme que se apóia totalmente nas atuações, até porque o roteiro é bem comum e sem maiores atrativos. Os destaques vão para Freddy Rodriguez, Sharon Stone e  Helen Hunt, os que têm mais presença dramática na trama. São por eles que o espectador deve perdoar a banalidade de Bobby, e aproveitar seus ótimos momentos.

 

OUTROS INDICADOS:

 

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Pecados Íntimos. Além do soberbo roteiro, fomos presenteados por um show do elenco no segundo filme de Todd Field. Não apenas a brilhante Kate Winslet está excelente, mas Patrick Wilson e Jackie Earle Haley também. O primeiro, até então limitado, surpreende. O segundo, assusta e causa impacto.

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O Ultimato Bourne. Dificilmente um filme de ação consegue criar personagens tão verossímeis. Felizmente é o caso de O Ultimato Bourne, que constrói personagens muito verdadeiros. Seja Matt Damon, a ótima Joan Allen ou o novato na série David Strathairn (que por sinal foi uma acertada e brilhante aquisição).

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Babel. Os “famosos” do elenco ficaram de pano de fundo para duas grandes interpretações de atrizes desconhecidas – Rinko Kikuchi e Adriana Barraza. Cate Blanchett, Gael García Bernal e especialmente Brad Pitt também estão ótimos, mas são as duas que dão o verdadeiro show. Um elenco impecável para um excelente filme.

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Hairspray – Em Busca da Fama. Como disse em minha crítica, o elenco do filme é o maior destaque de tudo. Todos completamente carismáticos e no ritmo nostálgico do filme, sejam os estreantes ou os veteranos. Conseguem divertir na medida exata e tornam o musical ainda mais prazeroso.

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